quarta-feira, 29 de abril de 2009

IV FESTA EM HOMENAGEM AO ORIXÁ OXOCE


Dia 19 de Abril, aconteceu em Guarulhos a IV Festa em Homenagem ao Orixá Oxoce, idealizada pela FENUG (Federação Núcleo Umbandista de Guarulhos). O evento contou com várias personalidades da Umbanda e Candomblé.O presidente da Federação, Ogã Oscar, dirigiu o evento com muita competência e sobriedade não deixando de ressaltar o carinho e apreço que tem pelos associados da FENUG que auxiliaram em toda a realização do evento. Agradeceu, também, o apoio dos seguintes participantes: Pai Varela, presidente da Federação Espiritualista Reino dos Orixás, ao Pai João Miranda, vice-presidente da UMUG, à Escola de Curimba “Aldeia de Caboclos”, ao Pai Carlos de Oxum, da Intecab, ao Ogã Cardoso, do Nafro PM, ao Pai Emmanuel, da Folha Afro de Guarulhos, à Secretária de Esportes, à Mãe Yonar de Iançã, autora dos livros infantis “Atividades de Orixá” que representava o Secretário da Educação Sr. Moacir de Souza. Além das autoridades citadas, o evento contou com a presença de vários amigos e ilustres irmãos de fé de São Paulo que abrilhantaram a festa, além dos trabalhadores das religiões de matizes afro de Guarulhos.
As Federações tem compreendido a importância da união, diante disso tivemos a honra de conversar com os líderes de Guarulhos para realizarmos um trabalho que compreenda nossas dificuldades, um trabalho que tenha representatividade política, religiosa e acima de tudo justiça social, estamos desenvolvendo um projeto e anunciamos a composição do grupo "SOMOS FILHOS DE ORIXÁ", onde presidentes de Federações, Líderes Religiosos e simpatizantes de nossa causa poderão contar com o apoio da Prefeitura de Guarulhos, junto com o Secretário da Educação Moacir de Souza, que mostrou-se totalmente solidário às nossas causas e reinvindicações.Num passado não muito distante eventos como esse, de grande monta, só eram possíveis em outras cidades, como São Paulo.
Hoje, temos nossos próprios eventos, aqui está Guarulhos.
É nossa cidade mostrando que temos representatividade, garra e união.
Convém ainda citar que, nas religiões de matizes africanas ninguém é obrigado a aceitar nada, mas o conhecimento é adquirido naturalmente da mesma forma a própria religião evolui e se adapta. Não somos de uma seita religiosa. Somos de uma religião que tem seus próprios fundamentos. Cada um ou cada grupo realiza seus trabalhos, sessões, segundo seus próprios preceitos. Cada casa, templo ou tenda é diferente entre si, mantendo o preceito fundamental que é a caridade. Assim sendo, cada um dos núcleos são centros ou espaços sagrados. O que há em comum é a essência e não a forma!A Umbanda é, oficialmente, muito nova (se compararmos com outras religiões, a Umbanda tem 100 anos). Porém, se não estamos nem ‘engatinhando’ em termos de religião oficial, sabemos que, nossa religião é milenar, pois já existia em tempos imemoráveis.
Yonar Peixoto (Mãe Pequena T. U. Caboclo 7 Matas)

Apresentação do Grupo:"SOMOS FILHOS DE ORIXÁ"


Prof. Yonar Peixoto representando o Vereador Moacir de Souza, apoiando o Grupo "SOMOS FILHOS DE ORIXÁ"


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Fórum Mundial Social

Aconteceu em Guarulhos o Fórum mundial social no Adamastor, num momento em que algumas religiões não foram representadas. Estiveram presentes para responder às perguntas da comunidade: dois Pastores, um Sheik, um Padre, um representante do kardecismo, uma Yalorixá de Candomblé e outra de Umbanda ao término do evento todos se confraternizaram em prol de um bem maior que é a nossa sociedade.

Nafro PM


No dia 06 de junho, aconteceu no Sindicato da Construção Civil em Guarulhos a primeira reunião dos “PMs do Axé”, onde foram discutidos temas para a criação do Nafro PM, visando defender as religiões de cunho afro. Observamos que em Guarulhos várias tendas têm sofrido com a opressão da intolerância e até mesmo com a falta de conhecimento de alguns policiais, que não sabem como se comportar nesses momentos, cabe ao policial cumprir ordens, neste momento entra a função do Nafro PM.
Foram levantadas questões sobre como atender determinadas chamadas, em situações que o preconceito não deve existir.
Observamos que o comportamento do policial deve ser padronizado para evitar tais conflitos, neste caso sugerimos a criação de uma cartilha comportamental, onde toda a corporação poderá ser orientada sem dificuldades.
Nosso grupo tem reunido policiais através da amizade e conscientização, para que façam parte deste novo momento em sua carreira militar.
Soldado Teixeira comentou sobre as questões políticas em Guarulhos, onde vários Pais e Mães de Santo têm recebido visitas inesperadas da Prefeitura e citou a falta de representatividade política na câmara Municipal de Guarulhos.
O Nafro Pm tem feito sua parte para existir em São Paulo e Guarulhos, e você irmão de fé da polícia? Faça sua parte e entre em contato conosco.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Reunião com pré-candidatos


No dia 07 de março, no Plenário da Câmara Municipal de Guarulhos, foram convidados os pré-candidatos ao cargo de prefeito da cidade de Guarulhos do pleito de 2008 para uma reunião com os sacerdotes representantes de matrizes afro-brasileiras.Na data, entregamos uma lista de reivindicações pertinentes à nossa religião.
Seguem abaixo a lista de reivindicações que julgamos pertinentes para o bom andamento de nossas religiões de matrizes afro-brasileira.

· Reconhecer os casos comprovados de discriminação religiosa auxiliando legalmente se necessário for e divulgando-os em órgão oficial de imprensa;
· Garantir que, respeitando a lei, todos podem unir-se pacificamente para manifestar suas crenças, sem quaisquer obstáculos públicos e/ou particulares;
· Os locais de realização dos cultos podem ser fechados ou abertos, tais como ruas, praças, parques, bosques ou outros locais de acesso públicos;
· Estrutura jurídica e/ou contábil para que os templos se constituam (alguns templos não são juridicamente constituídos não possuindo atas e estatutos registrados em cartórios) para que possam usufruir da isenção de IPTU conforme previsto na Constituição Federal. Faz-se necessário, pois, o levantamento desses templos a fim de que possam ser auxiliados.
· Criar Lei Municipal similar a de são Paulo (Lei do Município de São Paulo nº 11.335, de 30/12/1992) que isenta os templos de pagamento de taxas de conservação e de limpeza pública;
· Os templos que passaram pelo processo de constituição jurídica têm o direito de indicar/nomear seus sacerdotes de acordo com seus próprios padrões; manter os locais de cultos e criar instituições humanitárias ou de caridade; criar e manter escolas que objetivam ensinar sua religião e/ou crença; escrever e divulgar publicações religiosas; solicitar e receber doações voluntárias; criar cemitérios religiosos ou construir jazigos no próprio templo para sepultamento das autoridades religiosas.
· Dar apoio jurídico para que os sacerdotes tenham o direito garantido por lei de serem inscritos como Ministros Religiosos na Previdência Social para fins de aposentadoria e outros benefícios;
· Informar (e divulgar) os diversos hospitais e clínicas municipais e/ou particulares que os sacerdotes têm livre acesso a estes visando dar assistência religiosa;
· As Secretarias Municipais competentes devem voltar-se para preservação, promoção e divulgação da cultura afro-brasileira incluindo a estas as religiões de matrizes afro-brasileiras.
· A isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de energia e telefone para os templos religiosos de todo o Município.
· Após a legalização, os Templos religiosos devem ser erguidos em terras públicas e, para tanto, sugerimos três alternativas para viabilizar a regularização dos templos:

1. Licitação, a partir de um acordo comum assegurado que nenhum templo religioso concorrerá contra o outro;
2. Concessão de uso por 70 ou 90 anos, com renovação pelo mesmo período; ou venda direta ao ocupante, com preço de terra nua.
3. A escolha do melhor caminho para regularização será decidida pelos próprios sacerdotes.

· Garantir espaço amplo para construção de templos, prevendo que os templos religiosos tenham tratamento acústico para diminuir o impacto na vizinhança e garantia de espaço verde, já que o culto à natureza é um dos principais quesitos das religiões de matrizes afro-brasileiras.
· Concessão de horário na TV a cabo de Guarulhos para desmistificar e difundir a cultura e os cultos das religiões de matrizes afro-brasileiras.
· Isenção de ICMS e IPVA para a compra de automóveis novos por igrejas e templos de quaisquer credos.
· Apresentação de peças e espetáculos de cunho afro-religioso nos Centros Educacionais e Culturais Adamastor espalhados pela cidade.

domingo, 22 de junho de 2008

ENSINO RELIGIOSO INFANTIL

Matéria extraída da página do Primado de Umbanda
O Primado de Umbanda Organização Federativa Nacional sempre apoiando a diversidade, e os movimentos umbandistas, recebeu em sua reunião do mês de fevereiro de 2008 Yonar e Emmanuel Peixoto que vem desenvolvendo um excelente trabalho de ensino religioso Infantil. O material desenvolvido pelos mesmos é de excelente qualidade, primor técnico e indicado para o ensino religioso nos templos seja de Umbanda ou Cultos Afros. Para adquirir o material entre em contato em nossa secretaria no fone: (11) 2693-4399 ou diretamente com os autores (11) 6438-5942 (11) 9893-6233 e-mail: ielpeixoto@ig.com.br ou magazen@ig.com.br

A partir do mês de maio de 2008 o Primado de Umbanda e conjunto com o SOUESP estará realizando com Yonar e Emmanuel Peixoto, diversas palestras orientativas de como utilizar o material nos templos.
Informe-se. (11) 2693-4399
Conheça a página do Primado.

A Importância da Formação Religiosa Infantil

Desde os tempos imemoriais, a humanidade procurou registrar pela escrita os acontecimentos, idéias, ensinamentos, experiências e símbolos que marcam a sua passagem pelo tempo. As civilizações extintas continuam a falar através dos diversos tipos de escrita que deixaram.
Recentemente, o Rio de Janeiro teve o privilégio de assistir a exposição dos Pergaminhos do Mar Morto onde, por mais de 2000 anos, estão conservados os textos bíblicos.
Este foi o problema com a memória de nossa Umbanda: pelo menos 1000 anos de tradições africanas, se perderam com a escravidão no Brasil. Somente com a popularização de nossa religião e com a luta contra o preconceito conseguiremos ser respeitados pela má informação.
Hoje temos mais facilidade para falarmos de Umbanda e de cultos Afro-Brasileiros que no passado. Portanto, maior responsabilidade com nossas crianças, podemos torná-los atuantes em nossas vidas e aprofundá-los nos ensinamentos religiosos em comunhão com nossos irmãos. Pensando nisso lançamos a coleção de livros infantis, “Atividades de Orixás” idealizada para preparar nossas crianças, através do entendimento e do coração. A criação de personagens materializa o que para eles não aparece, criança gosta de cor, de formas, a isso damos o nome de “material lúdico”, existe muito preconceito por aquilo que não se conhece, por aquilo que nos é estranho. Somente o conhecimento nos permite entender e compreender a intenção de nossos orixás. O lançamento da obra, com sessão de autógrafos dos autores Yonar e Emmanuel Peixoto contou com a presença de vários amigos ilustres preocupados com o futuro de nossa religião. Composta por sete (7) livretos, cada um traz informações sobre os Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóci, Xangô, Iemanjá, Iançã e Oxum. Por exemplo, o sincretismo religioso é abordado de modo simples e acessível, as oferendas são exemplificadas e justificadas, com atividades para colorir e passatempos. Enfim, é uma obra que não pode faltar àquele que deseja ver sua religião conhecida e respeitada.
Nos momentos de meditação, a leitura muitas vezes nos abre horizontes de autoconhecimento e fraternidade. O aprendizado se dá com aquele que escuta, depois faz e fala. Escuta os ensinamentos escritos, imprescindíveis para o desenvolvimento espiritual umbandista. O mundo dissipado em que viveram nossos irmãos no sofrimento dos cativeiros e da ignorância, por não saberem ler, dificultou a consolidação de nossa religião, tão importante na vida espiritual e na busca da verdade.
O hábito da boa leitura nas novas gerações deve ser incentivado, especialmente em leituras que impulsionem a orientação espiritual umbandista, pois nossos filhos são o futuro de nossos amados orixás. Se deixarmos de acreditar eles deixarão de existir e conseqüentemente nossa umbanda cairá no esquecimento. Infelizmente, a História nos mostra a perseguição cerrada que algumas religiões sofreram no decorrer do tempo. O Cristianismo exterminou com o que chamou de religiões pagãs, embora tenha absorvido valores de algumas com objetivo de atrair seus seguidores (como acontece até hoje!): o ‘nascimento’ de Jesus no solstício de verão, a concepção por uma virgem, a perseguição durante a infância, a ‘mitra’ papal e outros. A ‘demonização’ da figura de Pã é um exemplo claro do poder de destruição de valores por parte do cristianismo em sua estruturação. Alegre, o fauno Pã, semideus associado aos valores da natureza, companheiro de Baco (Dionísio, dos romanos), deus do vinho, foi transformado no ‘nosso’ diabo, com a adição, é claro, do tridente do deus Poseidon (Netuno, dos romanos). A caça às bruxas continuou durante a Idade Média, contra o Calvinismo e o Luteranismo, que se tornou, pelo ‘protesto’ de Lutero, conhecido como ‘Protestantismo’. Absorvido por reinos que se opunham à Igreja, seus seguidores sofreram por anos a fio a perseguição nos países ditos ‘cristãos’. Na Segunda Grande Guerra, nova perseguição, marcada, desta vez, pela nefasta ‘estrela lilás’_ os protestantes, a exemplo dos judeus, homossexuais e ciganos, foram obrigados a se identificar, foram marcados e depois, grande parte, exterminados. Como se vê, historicamente, algumas crenças são perseguidas por outras, que se julgam donas da verdade, sem suspeitar que, a verdade, sendo o julgamento de um fato, é relativa e, portanto, questionável; o fato sim, é incontestável. Seguindo esse exemplo histórico, as religiões protestantes são as que mais crescem, principalmente no Brasil, importada da Inglaterra via Estados Unidos, iniciou uma caça às bruxas contra as religiões afro-brasileiras, mais especificamente, a Umbanda e o Candomblé. Motivo? Inúmeros. Um deles _ e o mais letal_ é a propagação da ignorância, corroborada e apregoada por seus líderes que, muitas vezes, tem consciência de seus atos. Já vimos, enquanto educadores, casos em que o aluno foi proibido pela mãe de participar de aulas de Capoeira por ter, nessa dança-esporte, a inserção de instrumentos afro_ atabaques, berimbaus, e outros_ usados também nas manifestações afro-religiosas. Objetivando minimizar essa caça às bruxas, levando o conhecimento e conseqüentemente, procurando dirimir a ignorância, a obra foi idealizada. Em linguagem simples, lúdica e pedagógica, leva o leitor a apropriar-se de conceitos até então inimagináveis e, portanto, assustadores. Levantando-se o véu do conhecimento, o que era estranho passa a ser comum e, portanto, aceitável. A perseguição, como nos mostra a História, é claro que haverá. Porém, podemos, se assumirmos nossa responsabilidade de divulgar com clareza a religião de nossos ancestrais, minimizá-la. O jovem é acessível, é aberto ao crescimento intelectual e cultural, diferente de nós, pais e educadores com nossos (pre) conceitos velhos e ultrapassados.
A Formação Religiosa Infantil tem por objetivo:
· Promover o desenvolvimento sadio e integral da criança
· Proporcionar o gosto pela vida em fraternidade umbandista, em condições de relacionamentos consigo e com as outras pessoas.
· Sensibilizar a criança para as questões sociais, culturais, políticas e econômicas, despertando uma visão crítica da realidade que sofremos.
· Despertar o espírito de liderança.
· Despertar o compromisso religioso, na vivência da espiritualidade umbandista, cultivando o espírito da meditação.
· Despertar para o relacionamento construtivo da vida familiar.
· Criar histórias em quadrinho ou gibis com várias lendas
Sugestões para criar uma boa aula:. Cada lenda de Orixás oferece uma infinidade de materiais para pesquisa que podem ser adaptadas conforme a idade e a série:
· Utilizar-se de instrumentos musicais afro para contar a história.
· Pesquisar e construir outros instrumentos africanos (sucata)
· Destacar palavras que apareçam no texto pesquisar em dicionários e criar outras histórias utilizando-se das palavras africanas.
· Criar um banco de palavras de origem africana.
· Ensaiar encenações das lendas
· Preparar receitas de comidas de Orixás para degustar com os alunos.
Para o desenvolvimento da aula:· Fazer um estudo da realidade: Levantamento sobre as religiões Afro existentes no Brasil e identificar suas origens
· Correlacioná-las com fatos históricos
· Entrevistas com pais-de-santo, ogãs, equedes,... e fazer levantamentos bibliográficos.
· Diagnóstico e resultados: Exposição dos resultados conquistados pelos estudantes.
A obra pode ser encomendada por intermédio desta revista ou pelo e-mail:
magazen@ig.com.br ou ielpeixoto@ig.com.br.
Boa sorte e boa aula!!!

A Prof. Yonar é Mãe Pequena na Umbanda formada em sete graus de Magia, pelo Colégio Tradição de Magia Divina, Pedagoga e especialista em Teologia pela PUC de São Paulo.
Prof. Emmanuel é Pai Pequeno na Umbanda formado em sete graus de Magia, pelo Colégio Tradição de Magia Divina, Bacharel em Letras e especialista em Língua Estrangeira Antiga (Latim) pela USP.
OBS: Artigo publicado na Revista Umbanda Sagrada, Ed. 02, que pode ser adquirida no site:
Pelo e-mail:
Ou pelo telefone (14)3011-1499

Entrevista a TV Espiritualista

Pai Carlos de Oxum em Março, dia em seu programa Egbé Axé, a Fala de um Povo.A entrevista pode ser assistida no site:http://www.tvespiritualista.com.br. É só entrar em “Apresentadores”, depois, em “Carlos de Oxum” e em “Programas” e procurar o programa de 01/03/2008. Diversos assuntos referentes a questões Afro foram abordados. Vale a pena conferir!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Umbanda Uma Nova Religião

Quantas pessoas são possuidoras do dom mediúnico da incorporação e quantas têm noção disso? Não existe uma estatística nesse campo e, o que sabemos, é que muitas pessoas vivem suas vidas terrenas em grande sofrimento, confusão mental e emocional, infelizes e sofredoras devido a uma faculdade que não dominaram por desconhecê-la ou por receio de "receberem espíritos" em seus corpos. Muita coisa já foi feita nesse campo e serviu para facilitar o entendimento sobre o espírito humano e sua interatividade com as outras dimensões da vida e das realidades nelas existentes, ainda que sempre reste algo a ser estudado e esclarecido. Quantas pessoas, por desconhecimento, não estão sofrendo nesse momento por causa dessa interatividade entre os dois lados da criação, que são o lado material e o espiritual? Quanto sofrimento não está sendo vivenciado nesse momento porque pessoas com faculdades mediúnicas desconhecem esses seus dons espirituais e o atribuem a seu corpo biológico, quando deveriam refletir sobre o espírito sobrecarregado de vibrações e energias que o atormentam? Lamentavelmente, o misticismo, a superstição, o tabu, o medo, a vergonha, a ignorância e o oportunismo sempre predominaram no entendimento do nosso espírito e do mundo espiritual que nos envolve, pois, se somos matéria, também somos espírito. E sempre que alguém se dispôs a explicar essa interação entre a matéria e o espírito, uma onda de adeptos dos dogmas e dos tabus tudo fez para calar a voz desses iluminados. Essa é uma razão que move pessoas, que fazem tudo o que sabem e podem para desclassificarem a existência de uma realidade ou dimensão espiritual umbilicalmente ligada ao plano físico e ao nosso corpo biológico. Mas, desconfiamos que o medo do desconhecido e a ignorância sobre como Deus opera em nosso espírito seja um dos motivadores dessas pessoas, tão zelosas com suas crenças e tão obstinadas a negarem as possibilidades aventadas pelos estudiosos dos dons espirituais. Dons estes que, em desequilíbrio, nos afetam de tal forma e com tanta intensidade que, ou nos entupimos com os mais variados medicamentos drogando nossa mente, ou sofremos doenças no corpo biológico que o influenciam porque o nosso espírito está em desequilíbrio. A Umbanda, uma religião nova se comparada com outras que são milenares, vem encontrando uma resistência tenaz por parte destas porque, criada no século XX, nos remeteu de volta à natureza e tem nos ensinado que um dos meios de alcançarmos o reequilíbrio entre matéria e espírito encontra-se justamente nela. Muitos dos nossos adversários dizem que regressamos ao animismo, ao panteísmo, ao misticismo etc. e não creditam qualquer benefício aos trabalhos nela realizados para reequilibrarmos pessoas que sofrem justamente porque desconhecem o lado natural da vida e do nosso espírito. Quando aprendemos a lidar com alguns aspectos do mundo natural e do mundo espiritual, seguimos procedimentos desenvolvidos ao longo do tempo por experimentação, e obtemos resultados satisfatórios, que trazem o alívio às pessoas prejudicadas pelo desequilíbrio na interatividade entre os lados espiritual e material, vemos como são importantes tais procedimentos. Realizar oferendas com as mais variadas finalidades, fazer assentamentos e firmezas de forças e poderes naturais com conhecimento de causa, sempre são benefícios e nada têm de misticismo, panteísmo, animismo ou ignorância, e sim, nos remete a um tempo em que não havia outros recursos além dos que a própria natureza nos fornecia e que só precisávamos aprender como nos servir deles. Estabelecer uma relação sólida e estável com o mundo espiritual e nos servir do que ele tem para nosso benefício não é negar Deus, mas fortalecer nossa crença na imortalidade do espírito e na sua capacidade de influir sobre a matéria. Logo, não há nada de errado ou condenável em conhecermos a natureza e o mundo espiritual e nos servirmos dos benefícios que a nós oferecem pois, se existem, foram criados por Deus. Que se sirva desse conhecimento quem quiser e souber como fazê-lo, mas que ninguém duvide disso porque é só uma questão de tempo para os nossos mais ferrenhos adversários descobrirem-se espíritos imortais tão dependentes da natureza quanto de Deus.

Nota da Folha Afro de Guarulhos: Mestre Rubens Saraceni lançou o livro "Rituais Umbandistas" pela Madras Editora, obra de cabal importância para aqueles que querem aprofundar-se no assunto.